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Ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Porto Velho

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O tubo de revestimento desce lentamente pelo furo de sondagem, até que a ponta do obturador atinge a profundidade do trecho a ensaiar. Em Porto Velho, onde os perfis de solo variam entre aluviões arenosos do rio Madeira e siltes argilosos lateríticos, a escolha entre o ensaio Lefranc e o Lugeon define a confiabilidade do parâmetro de condutividade hidráulica. A água é injetada sob carga constante ou variável e a leitura da vazão estabilizada, registrada a cada minuto, traduz-se diretamente no coeficiente k. Não é raro que furos próximos a antigos meandros abandonados apresentem permeabilidades uma ordem de grandeza superiores às de áreas mais elevadas. Por isso, antes de qualquer escavação profunda ou projeto de rebaixamento, complementamos a investigação com sondagens SPT para mapear a estratigrafia de forma contínua.

A condutividade hidráulica medida in situ em Porto Velho pode variar de 10⁻⁷ m/s em siltes residuais a 10⁻³ m/s em aluviões, um contraste que nenhuma correlação de laboratório consegue antecipar sozinha.

Procedimento e escopo

O erro mais frequente nas obras de Porto Velho é assumir um coeficiente de permeabilidade de bibliografia sem validar a condição real do maciço. Já vimos situações em que a presença de lentes de areia fina, não detectadas em sondagens preliminares, provocou a instabilização de taludes de escavação durante a estação chuvosa. O ensaio Lefranc, executado em solo com carga constante ou variável, fornece o k localizado no furo, enquanto o Lugeon, com cinco patamares de pressão em rocha, revela fraturamento e perda d'água em unidades litológicas do embasamento cristalino que aflora ao sul da cidade. A interpretação correta do fluxo — laminar, turbulento ou com lavagem de fraturas — exige experiência de campo. Em terrenos muito permeáveis, associamos o resultado ao perfil granulométrico obtido via granulometria para calibrar modelos de fluxo subterrâneo.
Ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Porto Velho
Imagem técnica de referência — Porto Velho

Fatores do terreno local

Porto Velho convive com um regime hidrológico extremo: de novembro a abril, o rio Madeira sobe até 15 metros e o nível freático acompanha, saturando camadas que no período seco pareciam estáveis. Um ensaio de permeabilidade executado em agosto, com o freático rebaixado, pode subestimar em até 40% o fluxo real que a fundação ou a contenção enfrentará na cheia. A ABNT NBR 14545 exige que se registre o NA durante o ensaio e que se corrija a carga hidráulica conforme a posição real do lençol. Ignorar essa correção já levou projetos de rebaixamento em áreas ribeirinhas ao colapso, com erosão interna e piping em solos granulares. Nossa recomendação técnica é executar pelo menos uma campanha de Lefranc durante o período de águas altas, cruzando os dados com piezometria contínua.

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Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Método em soloLefranc (carga constante ou variável)
Método em rochaLugeon (5 patamares de pressão)
Norma de referênciaABNT NBR 14545:2021
Trecho ensaiado típico0,50 m a 1,00 m por estágio
Faixa de k mensurável10⁻⁸ a 10⁻² m/s
Fluido de ensaioÁgua limpa, isenta de sólidos em suspensão
RegistroVazão estabilizada por minuto, pressão no topo do obturador

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 14545:2021 — Solo e rocha — Determinação do coeficiente de permeabilidade in situ, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagens de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações

Dúvidas comuns

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede permeabilidade em solo, geralmente abaixo do nível freático, com injeção de água em carga constante ou variável. O Lugeon é específico para rocha, aplicando pressão em cinco patamares ascendentes e descendentes para avaliar o comportamento das descontinuidades. Em Porto Velho, usamos Lefranc nos aluviões e siltes, e Lugeon quando a sondagem atinge o embasamento.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Porto Velho?

O valor de referência é de $100.000 por estágio ensaiado, considerando mobilização de equipe e equipamento dentro do perímetro urbano. O custo final depende da profundidade, do número de trechos e da necessidade de obturador duplo em rocha fraturada.

Em que fase da obra o ensaio de permeabilidade deve ser executado?

O ideal é executá-lo durante a campanha de investigação geotécnica preliminar, junto com as sondagens SPT, e repeti-lo na fase de projeto executivo se houver variação sazonal significativa do nível d'água. Em obras de rebaixamento, recomendamos uma campanha na estação seca e outra na cheia.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Porto Velho e arredores.

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