A capital de Rondônia assenta sobre solos lateríticos típicos da Amazônia ocidental, com estação seca bem definida e chuvas intensas entre outubro e abril. Essa alternância climática castiga o asfalto: a infiltração nos períodos de cheia do Rio Madeira seguida de ressecamento provoca trincas e afundamentos precoces em Porto Velho. O projeto de pavimento flexível precisa incorporar camadas drenantes e subleito tratado para resistir à variação de umidade. A região também registra temperaturas de superfície acima de 60 °C no asfalto durante a seca, acelerando o envelhecimento do ligante. O dimensionamento empírico-mecanístico adotado pelo laboratório segue os parâmetros do DNIT, ajustando a espessura do revestimento, base e sub-base conforme a capacidade de suporte medida pelo CBR e o volume de tráfego projetado para cada via.
Em Porto Velho, a drenagem do pavimento define a vida útil mais do que a resistência mecânica do revestimento.
