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Projeto de pavimento flexível em Porto Velho

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A capital de Rondônia assenta sobre solos lateríticos típicos da Amazônia ocidental, com estação seca bem definida e chuvas intensas entre outubro e abril. Essa alternância climática castiga o asfalto: a infiltração nos períodos de cheia do Rio Madeira seguida de ressecamento provoca trincas e afundamentos precoces em Porto Velho. O projeto de pavimento flexível precisa incorporar camadas drenantes e subleito tratado para resistir à variação de umidade. A região também registra temperaturas de superfície acima de 60 °C no asfalto durante a seca, acelerando o envelhecimento do ligante. O dimensionamento empírico-mecanístico adotado pelo laboratório segue os parâmetros do DNIT, ajustando a espessura do revestimento, base e sub-base conforme a capacidade de suporte medida pelo CBR e o volume de tráfego projetado para cada via.

Em Porto Velho, a drenagem do pavimento define a vida útil mais do que a resistência mecânica do revestimento.

Procedimento e escopo

Um trecho da BR-364 nas proximidades do anel viário apresentava deformações plásticas severas após dois ciclos chuvosos. A investigação revelou um subleito argiloso com CBR inferior a 3% na condição saturada. O projeto de pavimento flexível resolveu o problema com substituição parcial do solo, estabilização granulométrica e reforço da base com brita graduada. A metodologia considera o Número N de projeto, os fatores climáticos regionais e a análise mecanística das camadas. Antes da execução, o laboratório realiza o ensaio de densidade in situ pelo cone de areia para verificar a compactação real do subleito e das camadas de reforço, garantindo que a capacidade de suporte especificada em projeto seja realmente atingida em campo. Os mapas de jazidas locais são atualizados a cada campanha para aproveitar materiais próximos à obra.
Projeto de pavimento flexível em Porto Velho
Imagem técnica de referência — Porto Velho

Fatores do terreno local

A zona central de Porto Velho, sobre terraços do Rio Madeira, contrasta com os bairros periféricos instalados sobre crostas lateríticas endurecidas. No centro, o lençol freático raso e os solos aluvionares exigem subleito reforçado e drenos profundos no projeto de pavimento flexível. Nas áreas periféricas, a crosta laterítica oferece excelente suporte quando seca, mas perde coesão rapidamente com a saturação, gerando panelas e desagregação superficial. O erro mais comum é padronizar a estrutura do pavimento em toda a cidade sem reconhecer essas diferenças geotécnicas. A ausência de drenagem transversal adequada nos cruzamentos da área central acelera o bombeamento de finos e a erosão da base, reduzindo a vida útil do pavimento à metade do projetado.

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Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Número N de projeto10^6 a 10^8 solicitações do eixo padrão
CBR mínimo do subleito≥ 6% (DNIT 172/2016-ME)
Espessura típica do CBUQ5 a 12,5 cm conforme tráfego
Módulo de resiliência da base200 a 400 MPa (brita graduada)
Temperatura de compactação140 a 155 °C para CAP 50/70
Deflexão máxima admissível≤ 60 x 10^-2 mm (Viga Benkelman)
Controle de compactaçãoGrau mínimo 100% Proctor normal

Outros serviços relacionados

01

Dimensionamento estrutural

Cálculo de espessuras das camadas do pavimento flexível pelo método do DNER/DNIT e análise mecanística com software específico, incorporando dados de tráfego real e ensaios CBR do subleito de Porto Velho.

02

Controle de execução

Ensaios de compactação in situ, extração de corpos de prova do CBUQ, medição de deflexões com Viga Benkelman e verificação do grau de compactação das camadas granulares durante a obra.

Normas técnicas vigentes

DNIT 172/2016-ME – Solos – Determinação do Índice de Suporte Califórnia, DNIT 031/2006-ES – Pavimentos flexíveis – Concreto asfáltico, ABNT NBR 7207:1982 – Terminologia e classificação de pavimentos

Dúvidas comuns

Qual o custo médio de um projeto de pavimento flexível em Porto Velho?

O projeto de pavimento flexível parte de $100.000, variando conforme a extensão da via, quantidade de sondagens e complexidade do dimensionamento.

Qual a diferença entre pavimento flexível e rígido para o tráfego da BR-319?

O pavimento flexível distribui a carga em profundidade por camadas, exigindo subleito competente e base granular. O rígido transfere tensões por flexão da placa de concreto. Em Porto Velho, o flexível é preferido pela disponibilidade de agregados e menor custo inicial para longos trechos rodoviários.

Como o período de chuvas afeta a execução do pavimento?

A compactação do subleito e a aplicação do concreto asfáltico são suspensas com chuva. O planejamento da obra em Porto Velho concentra a execução do revestimento entre maio e setembro, quando a umidade do solo é mais favorável.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Porto Velho e arredores.

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